O pecado de Darwin


Ontem fui dar uma volta pelo fórum e passei pela Bertrand onde adquiri para além deste livro, um outro entitulado Um olhar sobre o holocausto.
Embora o Darwinismo possa ser uma teoria/corrente em decadência, o modo com que a teoria foi concebida é qualquer coisa de surpreendente e arrebatador capaz de convencer qualquer um à primeira.
Os que não aceitam o Darwinismo costumam argumentar que a “ligeireza” com que esta foi aceite deve-se da “falta de provas” do evolucionismo, e do uso desta corrente como arma de arremesso a Deus! Mas adiante …
Voltando ao livro: Ontem há noite começei por ler as primeiras 27 páginas e pessoalmente fiquei logo fascinado pelo livro, especialmente com a fluidez com que a história em si é narrada.
No entanto isto é só no início. No meio deste, existem umas “páginas soltas” com alguns fragmentos do diário da filha de Darwin. Estive ainda há pouco a desfolhar o livro e encontrei esta página de diário escrita a 29 de Junho de 1871, a qual tomei a liberdade de transcrever parcialmente abaixo.
Depois de ter acabado há pouco de ler esta página de diário, fiquei ainda mais agarrado à história em si.
Para quem ainda não conhece o livro, o meu conselho é que, mesmo que não estejam interessados em comprá-lo, passem por uma livraria e tomem a liberdade de o desfolhar e de ler alguns excertos em diagonal. Tudo me leva a crer que não se irão arrepender.


29 de Junho de 1871

Não sei dizer se os meus sentimentos por X são correspondidos.
Por vezes, ouso pensar que gosta de mim. Ontem, veio jantar a Down House e, depois, a família retirou-se para a sala de estar, onde ele tocou no piano de cauda e eu virei as páginas para ele. Ao fazê-lo, tive a impressão de que me olhava no canto do olho (…)

O meu coração batia tanto que temi que me denunciasse, que ele quase o pudesse ouvir quando a música parasse (…)

Quando a música terminou, ele e o papá entraram numa discussão quanto às teorias do papá sobre a “selecção sexual”. X disse uma coisa que fez com que o papá ficasse excitado- a saber, que pensara muitas vezes que os animais usavam o canto para cortejar os seus parceiros.
Vi que o papá estava a registar este pensamento para uma possível utilização mais tarde. Em seguida, X afirmou que achava que os seres humanos faziam mais ou menos e tive a sensação de que, ao dizê-lo, olhava na minha direcção (…)

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