Lost in Ghent: O dia da viagem

No dia 1 de Setembro, o meu dia começou bem cedo, mais propriamente por volta das 6h30min. Nesta altura ainda me encontrava em casa dos meus pais.

Estava reservado para além de uma viagem de avião do Porto a Bruxelas e uma viagem de Bruxelas a Ghent, mais duas viagens adicionais: Uma viagem de carro da minha terrinha a Aveiro (166 km) e uma viagem de Aveiro ao Porto de comboio (cerca de 60 e poucos quilómetros).
Ao contrário do que se poderia esperar, qualquer uma destas viagens teve situações pitorescas que mais pareciam ter sido retiradas de um filme de comédia.
Comecemos pela viagem de carro entre a minha terrinha e Aveiro, feita na companhia da minha mana: Vinha muito bem na nacional 109 que liga Leiria à Figueira da Foz quando fui mandado parar pela GNR.
Este pequeno contratempo que à partida me iria roubar alguns minutos da minha viagem, tornou-se num momento de humor irrepetível: Ao mesmo tempo que fui mandado encostar à berma por um senhor GNR, fui mandado seguir por um outro seu colega sem sequer terem verificado coisas vulgares como seguro, data da última inspecção e pneus. Na altura tudo me levava a crer que ele me tinha deixado seguir pelos meus lindos olhos. No entanto penso que essa não foi de certeza a razão uma vez que na altura encontrava-me de óculos de sol. Terão sido os óculos de sol? Será que que foi a minha mana que fez olhinhos ao Sr. GNR. Bolas, lembrei-me que ela também estava de óculos de sol.
Depois deste momento de humor, seguimos até Aveiro. Chegado a Aveiro, teria de tratar de arranjar um táxi que me levasse até à estação de comboios de Aveiro.
O momento que se seguiu levou-me a pensar por momentos que eu tinha poder telepáticos: Quando estava a tirar as malas de viagem do carro, eis que passou na minha rua um senhor taxista.
Uma vez que apenas iria precisar de um táxi mais tarde, pedi-lhe que parasse apenas para solicitar o número de telefone dos táxis.
Para quem achava que não iria acontecer mais nada até à minha partida de comboio de Aveiro até ao Porto (eu inclusivé) eis que aconteceu um momento que na altura pouca ou nenhuma graça: Quando chegou o momento de ligar para um táxi me vir buscar, eis que o número que me fora dado estava impedido. E continuou impedido por mais de 5 minutos ao ponto de pensar que iria perder o comboio que me iria levar até ao Porto (isto de ter poder telepáticos parece que tem os seus inconvenientes pois interfere nas comunicações móveis).
Depois de este momento impaciente, lembrei-me que os meus companheiros de viagem iriam também partir de Aveiro à mesma hora. Depois de uma chamada, resolvi o problema de me deslocar até à estação.

Depois de chegarmos à estação, comprámos os nossos bilhetes e dirigimos-nos de seguida para o interior do urbano que nos iria conduzir até ao Porto à estação de Campanhã.
Durante esta viagem tive a oportunidade de sentir o calor humano das pessoas que se ensadwichavam umas às outras (a mim inclusivé) ao entrarem e sairem em todos os apiadeiros em que o comboio urbano parava. Todo este magote se deveu ao facto de se realizar no cais de Gaia (Porto) o Red Bull Air Race.
Este calor humano dissipou-se em segundos assim que acabámos de chegar à estação de Gaia. Assim que fiquei mais liberto, tentei abruptamente retirar da minha maleta a minha máquina fotográfica para assinalar o momento em que a multidão preenchia por completo a ponte D. Luís.
Uma vez que não fui suficientemente rápido a retirar a câmara da mochila, não pude registar este momento de beleza invulgar. No entanto, lá consegui tirar a foto acima e na chegada a Campanhã, consegui ainda captar a foto abaixo em que os aviões faziam uma das suas exibições pelos céus da Invicta.

Antes de chegarmos ao aeroporto, esperava-nos uma viagem de metro que nos iria levar da estação de Campanhã ao Aeroporto.
E eis que mais um momento cómico acontece. Isto porque uma família de (supostos) emigrantes decidiram comprar bilhetes para dar umas belas passeatas pela Inbicta.
Até aqui tudo bem até que todos os familiares (por volta de 8) decidiram montar a tenda próxima do torniquete dos bilhetes e iniciarem uma amena cavaqueira que durou por volta de 7 minutos (sem exagerar). Tudo isto porque a máquina não aceitava notas e eles insistiam que deveria ser possível usando uma nota.
Depois de me começar a fartar de estar ali, à espera que estes senhores decidissem em dar a vez aos próximos, decidi tirar a foto abaixo para registar o momento.
Momentos depois de ter captado este momento, lá então conseguimos comprar o nosso bilhete de metro.


Seguiu-se depois uma viagem calma que nos levou até ao aeroporto em que nada de especial aconteceu. Chegados ao aeroporto, dirigimos-nos para a zona de check in. Felizmente tivemos a sorte de termos sido dos primeiros a checkar pois os que chegaram uma hora depois de nós, tiveram uma longa espera. Ao que se consta, a menina do check in estava em greve de movimentos. Como alguém nos disse, a menina era lerdinha.
Como já vos contei brevemente num outro post, na altura em que estava a entrar na zona de boarding, reparei que não sabia onde tinha colocado o meu bilhete de identidade. Por momentos pensei que esta aventura que mal teria começado iria abortada. Fiquei mesmo branco carago. Lá falei com o segurança do aeroporto o qual me indicou que contactasse o mais célere possível a PSP. Por um rasgo de sorte, dois agentes encontravam-se na zona do boarding e por um rasgo de coincidência eles já tinham o meu bilhete de identidade na sua posse.
Segundo consta, eu perdi-o na zona do check in. Mas felizmente houve uma alma caridosa que o decidiu entregar.

Depois desta panóplia de humor vs sarilhos, seguiu-se o nossa viagem que nos conduziu até Bruxelas. Foi uma viagem de 2h30min em que tive tempo de ler algumas páginas de um livro que vou a meio bem como dar uma vista de olhos nas revistas que levava.

Quando estávamos a meio da viagem, tive a oportunidade de ter um por do sol visto das alturas. E agora sim! Tive tempo para captar na sua plenitude um por do sol (foto acima) visto do ar, que até tem a sua piada não fosse o facto de estarmos a sobrevoar acima das nuvens.


Por volta das 22:00 locais, chegámos ao aeroporto de Bruxelas. Depois de sairmos do avião eis que eu e os meus companheiros de viagem fomos brindados pela vaquinha da sorte:
Após uma longa espera (cerca de 40 minutos) as nossas malas apareceram lá bem ao fundo. No entanto, minutos depois de pegarmos na nossa bagagem e nos dirigirmos para o comboio que nos levaria até Ghent, reparámos que na desilusão dos outros passageiros que vieram no nosso voo, pois ao que constava, as suas malas não tinham chegado ao destino (foto acima).
Ao deslocarmo-nos na direcção dos comboios, passámos por este tapete o de malas a rodar sem que houvesse ninguém a recolhê-las. Agora imaginem o contraste de ver uma passadeira cheia de pessoas sem verem a sua mala e uma passadeira cheia de malas sem ninguém a recolhê-las.


Seguiu-se a nossa viagem que nos conduziu até Ghent, viagem essa que durou cerca de 40 minutos. Depois de sairmos na estação de Ghent Sint-Pieters, tivemos de fazer uma curta caminhada até chegarmos finalmente ao nosso quartel general.
No encalço desta viagem, vislumbramos um placar com um título suspeito que dizia NightShop HERO.


Antes de acabar esta história, não começem a pensar em coisinhas más acerca da Nighshop, pois quando passamos em frente a esta, reparamos que era uma usual loja de conveniência onde se pode comprar coisinhas boas se alguém se lembrar a altas horas da madrugada que não tem mantimentos na dispensa. De facto uma ideia genial, bastante útil para pessoas como nós que tínhamos acabado de chegar de viagem.


Depois de deixarmos as malas no nosso quartel general, decidimos fazer um pequeno tour pelo nosso quarteirão. Qual não foi o nosso espanto ao descobrirmos que haviam mais NightShop’s que se encontravam abertas durante a noite.
Uma vez que a fome se sobrepunha ao cansaço da viagem, decidimos fazer compras numa NighShop e decidimos fazer uns cozinhados pela noite fora onde aproveitamos para dizer umas chalaças próprias de quem nem a idade nem a responsabilidade ainda pesam.

Para finalizar este post, deixo-vos com o vídeo do nosso cozinhado. Aviso desde já que fui eu que cozinhei o arroz!

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